Séries | La Casa de Papel

Com uma semana de férias mais ou menos forçadas, entre terminar um trabalho e começar outro, e sem grandes expectativas dei uma oportunidade a uma das séries mais faladas atualmente: La Casa de Papel. E digo sem grande expectativas pela história em si e não pela língua, palavra de uma fã, em tempos idos, de Física o Química (série em que uma das personagens principais de La Casa de Papel também participou).

Então a história é a seguinte: um grupo de oito criminosos que se desconhecem entre si, exceto duas exceções, e que não têm nada a perder (facto importante), decide assaltar a Casa da Moeda Espanhola seguindo um esquema altamente elaborado pelo El Profesor, o cérebro de todo o assalto que manipula a polícia para levar o seu plano avante.

Se a minha opinião conta alguma coisa, então vejam. Garanto-vos que não há momentos mortos, que são em média 40 ou 50 minutos por episódio de batimentos cardíacos acelerados, como se fossemos nós mesmos uma personagem. Prestes a terminar de ver a primeira temporada, estou completamente rendida!

Livros | Uma Mulher em Berlim

Este livro foi uma surpresa em dois aspetos, primeiro porque foi uma sugestão do senhor da Biblioteca Municipal que frequento quase religiosamente todos os meses, que apesar de lhe passarem centenas de pessoas pela frente todos os dias, continua a acertar nos meus gostos literários, mesmo quando lá vou sem ideia dos livros que vou trazer para casa para ler no próximo mês. Foi este senhor que me apresentou autores como José Rodrigues dos Santos ou Carlos Ruiz Zafón, com "A Sombra do Vento". No mês passado, ia com a intenção de alugar um livro que tinha visto num dos blogs que visito diariamente, mas estava emprestado a outra pessoa, então optei por seguir a sugestão deste senhor e "Uma Mulher em Berlim" veio comigo.

Lê-lo foi um enorme murro no estômago, e espero que vos consiga passar para vocês pelo menos um pouco do que senti. Já li imensos livros relacionados com a II Guerra Mundial e com os Campos de Concentração Nazi, e apesar de ter sido um dos períodos mais escuros da nossa História, aconteceu à relativamente tão pouco tempo...

"Uma Mulher em Berlim" é da autoria uma jovem mulher que não quis a sua identidade revelada, mantendo-se assim anónima. Escreveu este diário sob notas soltas, as quais foram convertidas num livro que relata a sua vida e também das pessoas do seu prédio, durante o período de 20 de abril de 1945 a 22 de junho do mesmo ano. Com o passar das páginas, é fácil de entender porque não quis dar a cara pelo seu diário. Relata detalhadamente a invasão e ocupação da capital alemã pelas tropas russas, o local onde se refugia com mais pessoas numa cave de um prédio, as filas onde passava horas para trazer um pouco de comida, os roubos a que todos estavam sujeitos... mas a sua situação torna-se mais cruel com o passar do tempo. As violações por parte do exército russo passam a fazer parte do seu quotidiano, mas também de várias mulheres do seu bairro, no entanto, esta anónima procura "proteção" junto dos mais altos cargos das tropas russas para que, por um lado possa evitar ser violada por vários homens, mas também para garantir alguma comida para si e para a senhora que a acolheu em sua casa.

Este livro é uma verdadeira luta pela sobrevivência. É perturbador, e apesar de já ter perdido a conta aos livros que li deste género, nunca tinha experimentado ler através da perspetiva de uma mulher que ficou na cidade durante a invasão. Gostava que percebessem o quão cruel tudo isto me pareceu.

Livro disponível na WOOK (ao adquirires o livro através deste link, estas a contribuir para o crescimento do blog).

Vida profissional | O ponto final


O mercado de trabalho na minha área de formação está mau, para não dizer mesmo péssimo, com ofertas maioritariamente para part-time e mal pagos, o que me "obrigou", no início do ano passado, a procurar outro trabalho que completasse o meu horário laboral e que me permitisse trazer para casa um ordenado melhor.

Durante uns longos 13 meses fui também assistente dentária e hoje saí com a cabeça inundada de sentimentos opostos. Entrei sem saber nem perceber nada de como tudo funcionava e até tive uma adaptação algo difícil, no entanto, o tempo passou e na verdade fiz boas amizades com algumas das minhas colegas. Saí com pena de deixar essas pessoas mas, por outro lado, estou feliz porque infelizmente a empresa não dá grandes perspectivas de futuro aos funcionários nem nos deixa evoluir, mas também porque finalmente vou poder trabalhar a full-time na minha área.

Solidariedade | Ajudar instituições através do IRS


Apesar de esta ser uma informação já partilhada em anos anteriores na televisão e redes sociais, poucos contribuintes sabem o que é isto da consignação do IRS. Ao preencher o Quadro 11 do Modelo 3 da Declaração de IRS, os contribuintes podem apoiar uma causa social, cultural ou ambiental, redirecionando assim uma parte do dinheiro que o Estado iria receber para uma Instituição à escolha de cada um.

Este ano, cerca de 3000 instituições estão à espera de receber os apoios da consignação do IRS, sejam elas: Instituições Religiosas, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) ou Pessoas Coletivas de Utilidade Pública, bem como Pessoas Coletivas de Utilidade Pública de Fins Ambientais. Cada uma poderá receber 0,5% do IRS liquidado de cada contribuinte, sem quaisquer custos para o mesmo.


É isto que gosto nos dias invernosos

Chá quente. Abraços. Sopa. O cheiro de bolachas caseiras acabadinhas de sair do forno. O calor da lareira. Pijama polar. Tranças no cabelo. Gorros. Desenhos animados. Ficar deitada até mais tarde. Jogos na PlayStation. Conversas. Mimos. Mantas quentinhas. Chocolate quente. Pantufas. Livros. A companhia do Marley-aquecedor. Escrever. Crepes com chocolate. Maratonas de filmes e séries. Ouvir a chuva cair. Cozinhar. Guarda-chuvas coloridos. Jogos de tabuleiro. Jantares em família. Momentos com amigos.