Um ano de Marley & eu

Fez ontem exatamente um ano que vi o Marley pela primeira vez. Um ano passou desde o dia em que a senhora do canil foi buscá-lo à casa do antigo dono, que já não o queria por ser demasiado grande, e entregou-mo. Um ano desde que tive que carregá-lo ao colo para dentro de casa porque tinha medos que para mim ainda são inexplicáveis, como por exemplo medo das portas - para que ele entre em qualquer divisão da casa as portas têm que estar totalmente abertas. Medos que temos tentado combater mas que, embora ele ainda seja novo, estão a ser difíceis de ultrapassar.

Na altura falei vos dele aqui, e ainda hoje não consigo sequer imaginar pelo que ele passou antes de o conhecer. Tinha perdido o meu antigo cão à relativamente pouco tempo quando adotei o Marley, mas não adivinhava que aquele patudo sujo e de olhos tristes se ia tornar tão importante na minha vida, na nossa vida. Hoje percebo que o meu pretinho brilhante é que nos adotou a nós.

Nunca tive mais do que um animal de estimação ao mesmo tempo, e apesar de ter poucas recordações dos animais que tive antes do Simba, o amor que tenho ao Marley não substitui, de todo, o amor que tive ao Simba. Não digo que gosto mais de um do que do outro, gosto dos dois com a mesma intensidade, mas ao mesmo tempo de formas diferentes. Não há comparação possível que possa fazer. Cada um ocupa um lugar bem especial em mim.

Este último ano foi, sem dúvida, um ano de aprendizagem, de desafios. O Marley exige-nos muita atenção, muito carinho, mas também já aprendemos tanta coisa com ele.

Parabéns, gordinho!

Lisboa | Capital com o Blogue Ela e Ele


Semanas antes, quando soube que teria de fazer a formação de duas semanas em Lisboa, convidei a Telma e o Pedro do Blogue Ela e Ele para me apresentarem Lisboa à maneira deles.

No passado dia 1 de maio fomos então ao LX Factory, que nunca tinha visitado e acabámos por almoçar no Central da Avenida. Um tipo de bar que eu normalmente adoro, de tapas e vinhos, no entanto, nem comemos tapas nem bebemos vinho. Para entradas optamos por algo que não tinha um nome de todo convidativo, Ovos do Diabo, nada mais nada menos do que ovos cozidos envolvidos numa espécie de capa vermelha e no interior um recheio picante feito com a gema, e acompanhados com tostas. Apesar de não ser muito tolerante ao picante, destes eu até gostei! Quando ao prato principal optámos por algo diferente, aliás, foi mesmo por ter opções diferentes do habitual que ali almoçámos, - empadas. Não é normal encontrarmos empadas como prato principal, e eram servidas com salada.
Infelizmente, quanto às bebidas não tinham grande escolha a não ser vinhos, águas e sumos naturais.


A paragem seguinte foi num local que realmente adorei! Visitámos a livraria Ler Devagar onde no primeiro piso nos deliciámos com o Bolo da Marta. Isto sinceramente devia fazer parte dos pecados mortais! Eu escolhi uma fatia do bolo de Nutella e morangos. Quanto a este local, não me adianto mais porque acho que merece um post só para si.


Passámos a tarde a visitar alguns miradouros, o qual destaco o da Graça. Não há como não gostar! A vista sobre a cidade, o rio... é maravilhosa. Terminámos o nosso passeio no Hard Rock Café.
Obrigada Blogue Ela e Ele por terem aceitado o convite.


As últimas duas fotos são da autoria da Telma do Blogue Ela e Ele

Dia da Mãe

"Mãe é uma referência que não nos devia abandonar. O único exemplo de amor incondicional. Colo que nos afaga a qualquer momento. Que nos espera de braços abertos. Que nos abre os olhos antes mesmo do acontecido. As mães trazem-nos à vida, ensinam a viver, mas não parece justo que aprendamos com elas sobre a dor da morte, e o que é viver para sempre com saudades."


Lisboa | Museu do Dinheiro

Depois do Museu dos Coches e do Picadeiro Real, visitei o Museu que foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia como Museu Português do Ano 2017 - o do Dinheiro. Uma autêntica e interessante viagem pela história do dinheiro, desde o seu aparecimento até como o conhecemos nos dias de hoje e, que promove o conhecimento e aprendizagens por parte de quem visita, uma vez que aposta na tecnologia multimédia, tanto como auxílio no enquadramento histórico como também há vários pontos para testar os nossos conhecimentos.

Na entrada, pela porta de um cofre, é permitido tocar numa barra de ouro. Com isto entramos numa primeira divisão que é dada ao percurso - o Tocar - normalmente acompanhadas por explicações sobre o que estamos a ver, neste caso, explica o que é o dinheiro, tanto nos anos passados e tal como o conhecemos hoje.


Ao longo do percurso é possível também ver como, após o seu aparecimento, várias civilizações foram desenvolvendo paralelamente os seus sistemas monetários, sendo que os elementos socioculturais são a causa da diversidade do dinheiro. Por exemplo, as imagens que estão representadas nas moedas e notas são uma referência a acontecimentos políticos, económicos, sociais e até mesmo culturais de cada civilização, podendo até esconderem mensagens políticas e religiosas, tradições... E assim mostrar a todos nós, ao Mundo, toda a nossa diversidade cultural. Eu, pessoalmente, achei isto tão interessante! Por norma, vimos o dinheiro apenas como material de troca, e não como parte da identidade de uma país, da sua história.


No final do percurso, e que nada tem a ver com dinheiro, temos acesso a parte de uma muralha  defensiva mandada construir por D. Dinis, que foi ali descoberta durante as obras no local.

Lisboa | Museu dos Coches

Motivos profissionais levam-me a estar na capital durante esta semana e a próxima, o que significa que o feriado de 25 de Abril foi passado por estes lados, assim como será o feriado da próxima semana. Uma vez que passar o dia enfiada no hotel estava completamente fora de questão, tal não é a minha felicidade quando soube que muitos dos museus da cidade têm entrada gratuita, até uma certa hora, aos domingos e feriados.

Um dos escolhidos para visitar durante a manhã foi o Museu Nacional dos Coches, uma vez que a última vez, e acho que a única, que o fiz foi há certamente mais de 10 anos. Isto relativamente ao "velho" Museu, quanto ao "novo" nunca tinha lá estado. Comecei pelo Picadeiro Real, que é mais pequeno e a visita iria ser mais rápida.

Anexado ao Palácio de Belém, e segundo consta, o edifício construído em 1726 era primitivamente o Picadeiro do Paço de Belém, e por ordem de D. Amélia, mulher de D. Carlos, foi transformado em museu e adquiriu o nome de Museu dos Coches Reaes. Com a implementação da República, passou a designar-se pelo nome que hoje conhecemos.

Numa primeira sala estão expostos coches maioritariamente construídos em Portugal e França, que serviram a realeza da altura, mas também vestuário e algumas pinturas que retratam a época. Na sala seguinte podemos ver em exposição antiguidades que fizeram parte do dia-a-dia dos Bombeiros Municipais de Lisboa, como veículos de combate a incêndios, com escadas ou até para transportar doentes, semelhantes a macas.


Do outro lado da rua, situa-se, num edifício bem maior que o primeiro, o "novo" museu, que foi inaugurado em 2015. Um edifício moderno, diferente do que imaginamos ao pensar em museus e de certa forma minimalista. Na minha opinião, devido à predominância do branco, os dourados e vermelhos característicos daqueles coches ficam em maior evidência e, também devido às maiores dimensões do espaço, comparativamente ao anterior, é possível ter uma vista mais desafogada sobre os mesmos. Aqui, estes são as estrelas!

O espaço ainda conta com alguns pontos interativos onde é possível encaixarmos o coche centenário que temos à nossa frente num enquadramento histórico, que é feito através de pequenos textos e de fácil compreensão, como também de imagens.