Música | Dolores O’Riordan

Desde muito cedo, algures durante a minha infância, que Dolores O'Riordan faz parte da minha vida. Os The Cranberries, onde O'Riordan era vocalista, acompanharam e marcaram toda a minha adolescência. Felizmente, cresci a ouvir "Zombie", a minha favorita da banda e que, em plenos pulmões, cantava de trás para a frente, "Smells Like Teen Spirit" dos Nirvana, ou até mesmo "Stainway to Heaven" dos Led Zeppelin, e não as que as minhas amigas ouviam na altura como Backstreet Boys ou Britney Spears. Felizmente.

É por isto que é triste, triste e lamentável, que artistas como estes partam tão cedo. Em nós, os fãs, fica a pena de nunca ter assistido a um concerto ao vivo, mas também fica um legado, uma herança que perdura. A mim particularmente, O'Riordan deixou-me uma série de músicas e álbuns que marcaram diversos momentos da minha vida, desde amores e desamores, momentos de revolta contra o mundo, a lembrança dos intervalos que passava sentada num canto qualquer de qualquer corredor da escola de fones nos ouvidos e livros nas mãos. Ainda hoje "Zombie" é uma das músicas que toca incansavelmente na playlist que criei especialmente para andar comigo no carro e, por mais vezes que a ouça, transporta-me sempre para momentos passados. É tão bom!

Reencontrar-me

Saí de 2017 com a certeza de que algo teria que mudar, até porque "ano novo, vida nova" só acontece quando mudamos de rumo, caso contrário será apenas mais um ano igual ao anterior. Este ano estou decidida a reencontrar-me, a ser a pessoa que era e que tanto gostava de ser. Quero valorizar-me mais, confiar mais em mim, não ter medo de arriscar seja no que for e, acima de tudo, não duvidar de mim nem das minhas capacidades.

Sempre foi uma pessoa interessada em tudo, mesmo que não tenha a ver com a minha área de formação. Devorava livros de ficção cientifica ou romances com a mesma fugacidade e interesse como devorava "O Universo Numa Casca de Noz" ou um Saramago. Infelizmente perdi este interesse ao longo do ano passado, ou pelo menos joguei-o para baixo do tapete sem me aperceber.

Quero estar mais com os meus amigos, outra coisa que deixei para trás, e só me apercebi disso quando começaram a ser eles a perguntarem o que era feito de mim. Quero passar mais tempo com quem me faz bem e me aquece o coração, com quem faz de um simples encontro para um café uma fuga da rotina chata .

Quero viajar, quero conhecer o que não conheço, ver o que nunca vi. Quero ter mais experiências que me enriqueçam enquanto pessoa. Quero dizer "quero ir" ou "eu vou" em vez de ficar quieta no meu canto por pensar que não é a altura certa... Se a altura certa não for agora, quando será? Quero encher a minha maquina fotográfica com lembranças para mais tarde recordar, porque o que quero viver agora pode não ser o mesmo que quero daqui a uns anos, e acabo por não aproveitar nem o passado nem o presente.

Quero tanto e tanta coisa.

Saí de 2017 exausta, foi um ano extremamente difícil, mas no que depender de mim 2018 vai ser um bom ano. E para isso preciso de voltar a ser quem era.

Em retrospetiva: 2017


O ano iniciou-se na linda cidade do Porto entre o fogo-de-artifício e abraços apertados, em plena Avenida dos Aliados, ao som d'Os Azeitonas. Sentia-me confiante de que seria um bom ano, de que seria o seguimento de um ótimo ano como tinha sido 2016, afinal nos últimos meses tinha começado a trabalhar na minha área, tinha feito a primeira viagem internacional com o meu namorado à "Cidade do Amor" e a nossa relação estava a entrar nos eixos. O primeiro dia de Janeiro foi dia de deixar mais um pouco do meu coração na Invicta e de a conhecer, finalmente, do lado de Gaia.

Com o passar das semanas percebi que as coisas iriam começar a correr menos bem. Em Fevereiro, o meu velho Simba deixou-me, perdendo a sua luta diária contra a Leishmaniose. Era a minha companhia, a bola de pêlo que me esperava à porta quando chegava do trabalho, o meu aspirador de migalhas enquanto cozinhava. Os primeiros tempos foram complicados... chegava a casa e não tinha com quem falar, nem brincar, as noites enroscada no sofá numa maratona filmes nunca mais foram as mesmas.

Março foi, sem dúvida, o pior mês do ano. O mês das decisões erradas, onde troquei um trabalho que gostava mas que era longe, por um mais perto e que vim a detestar, talvez pela minha falta de experiência nesta coisa do mundo laboral. Felizmente não sou pessoa de desanimar facilmente nem de baixar os braços, sempre mantive a esperança de que a minha situação viria a dar uma nova volta, mas não deu. E não foi por falta de luta.

Em retrospetiva, foi um ano complicado, um ano que desejo arduamente que não se volte a repetir, porque sinceramente chego aos últimos dias de 2017 completamente exausta. Foram 365 dias com poucos momentos bons, sem que tenha conhecidos novos lugares, novas pessoas, embora tenha feito bastantes planos. Sou mais feliz quando viajo, acho que me está nos genes.

Mas no meio de tanta coisa má, o mês de Maio trouxe-me o Marley. O novo patudo que roubou o meu coração só com a sua história de vida. Tomei conhecimento de um labrador preto com apenas um ano que estava à procura de uma nova casa, pois os antigos donos não o queriam dar a um canil mas também já não o queriam em casa por ser demasiado grande para viver num apartamento. Hoje é a melhor companhia que tenho e, apesar de todos os seus medos, temos uma cumplicidade incrível!

Em Junho regressei ao Passeio Marítimo de Algés, não para o NOS Alive (embora hoje me arrependa de não ter ido ver os Foo Fighters), mas para assistir a um grande concerto que pensei que nunca seria possível - os Guns N' Roses na Not in This Lifetime Tour. Foi, sem sombra de dúvida, um dos melhores concertos da minha vida!

2017 também me trouxe reencontros. Rever pessoas que fizeram parte da minha vida quando me vi sozinha numa cidade que não conhecia. Rever aquelas que partilharam comigo pequenos-almoços, almoços, jantares e noites em branco, trabalhos de grupo e muitas horas de estudo, risos e choros. Partilhámos tanto que acredito que ficarão sempre no meu coração, pelo menos têm nele um lugar para sempre reservado.

2017 não foi de todo um ano fácil, e trouxe-me situações que sabia que um dia tinham que chegar mas não já. Trouxe-me um companheiro de vida para casa, obrigou-me a reaprender a viver com alguém, a ter a companhia de outra pessoa enquanto estava habituada apenas à minha, obrigou-me a alterar alguns hábitos. 2017 fez-me crescer mas também fez de mim uma pessoa mais ansiosa e com "medo" do futuro.

Resumindo, estou a contar os minutos para este ano terminar.

Sugestões de presentes | Irmã / Amiga

Não tenho irmãs mas tenho amigas que são irmãs de coração. Por isso, estas minhas sugestões tanto se podem aplicar às irmãs, para quem tem a felicidade de as ter, como também podem ajudar-vos a escolher algo àquelas amigas que vos são especiais.

Tentei que houvesse um pouco de tudo, para as que gostam de viajar, para as que prestam mais cuidados ao corpo, para as que gostam de detalhes ou até, tal como eu, para as que são umas colecionadoras de fotografias, mas que ao fim ao cabo não levem as vossas carteiras à miséria.

Será que estas sugestões se encaixam nos gostos das vossas irmãs/ amigas?

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Sugestões de presentes | Namorado

Outra dor de cabeça. Se o meu pai se contenta com qualquer coisinha que lhe seja útil - e bem sei que aquela carteirinha que partilhei convosco lhe ia encher as medidas -, já o meu namorado... valha-me nossa. E é por isso que, por norma, é sempre o último presente a ser comprado, ali mesmo na véspera (o presente de Natal passado só o recebeu em Janeiro).

Na verdade, o rapaz até se contentava com qualquer coisa que pudesse usar no trabalho, era o presente perfeito, mas como não quero que ele comece a dormir lá, é melhor não arriscar. Por isso fui à procura de alguma coisa que o fizesse feliz. Quando aos vossos, espero que estas sugestões vos ajudem!
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